Partidas necessárias.

Vivemos sem entender porque algumas pessoas aparecem na nossa vida. Vivemos desejando que as que no fazem bem permaneçam para sempre, e que as que fazem mal, possam partir logo.
Muitas vezes, passamos noites em claro rezando para que algumas pessoas se afastem e nos deixe viver livres e felizes, como deveria ser.
A verdade é que, infelizmente, nem todo mundo está preparado para desfazer laços, que, na verdade, já viraram nós. Nem todos conseguem ver que a hora do fim já chegou. Fim, sim, porque simplesmente algumas pessoas vem para ficar por um período de aprendizado.. e é importante que saibamos quando deixá-las em algumas páginas passadas da história.
O problema é que, na maioria das vezes não depende de nós, e precisamos aprender a lidar com presenças indesejáveis e situações que machucam.
O ser humano tem mania de contemplar repetidamente o passado, e de querer revivê-lo, sem perceber que as tentativas são em vão quando tentamos recriar o que não existe mais, e faz das coisas e pessoas realmente presentes, cada vez mais distantes.
Já li e re-li que a verdadeira felicidade está em viver e contemplar sabia e profundamente o momento presente. E o momento presente é tudo o que está acontecendo exatamente agora, neste segundo.. E, OPS, em um piscar de olhos.. já virou passado, para que o outro segundo e outro presente deem continuidade à vida.
Está na hora de aprendermos a olhar pro que está a nossa volta, para o que nos cerca agora, nada além do agora.
Chega de priorizar o que já foi, isso dói. Não faça as pessoas que vivem ao seu lado desistirem de você.
Se tem uma coisa que eu realmente aprendi na vida, é que as pessoas e as oportunidades se vão.. quase sempre, para sempre. Por isso talvez seja tão triste ver o futuro mudar porque coisas do passado tiveram mais atenção do que o presente, de fato.

E sabe, eu poderia ficar aqui horas e horas debatendo sobre essa questão..mas me lembrei de uma coisa.. Eu preciso viver meu momento.

…Fui ser feliz, com o que eu sou e tenho, agora.

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Antes que seja tarde, que sejamos felizes.

Existe um dia, em que todos nós não estaremos mais aqui. Antes desse dia, lembraremos das coisas que fizemos, das pessoas que conhecemos.. dos lugares que visitamos.
Lembraremos de tudo o que nos deu frio na barriga e de tudo o que nos fez rir. Lembraremos das lágrimas derramadas nos momentos mais difíceis.. e de quem nos abraçou, quando mais precisamos. Com certeza, vamos querer ligar para aqueles que perdemos contato, mas que nunca saíram de nossos corações. E então, pode ser que choremos de novo por não ter feito tudo o que desejávamos.

É por essas e outras, que alguns dias acordo com um choque real da vulnerabilidade da vida e resolvo sorrir pro sol. Cantar com os pássaros e cumprimentar desconhecidos como se fossem pessoas próximas.
Se soubéssemos analisar com calma cada passo antes de dá-lo, com certeza poderíamos evitar tristezas e garantir dias sempre (e cada vez mais) felizes.

Então meu desejo é..

Que possamos acordar enquanto há tempo. Enquanto ele(a) não se foi..enquanto nós não partimos, sem volta.
Que possamos começar todos as manhãs uma nova página da história de nossas vidas. Que façamos das nossas vidas, uma estrada alegre para os sonhos.

Que sejamos felizes hoje e amanhã, até o fim. Independente de termos dormido sorrindo ou chorando.

Sejamos felizes AGORA.

Sem título

Por onde andei…

Em cada canto da vida eu vi uma pessoa passar. Vi uma pessoa falar. E até falei.

Mais do que isso, vi pessoas sentirem. Senti. 

Se tem uma coisa que me deixa feliz, transcendentemente feliz é a vida e cada oportunidade que temos de parar pra analisar o brilho do sol, das estrelas, os animais à nossa volta e o balanço das folhas nas árvores. 

Se tem ouuuutra coisa que me deixa tão feliz quanto são os corações. Os corações que a gente sente quando troca palavras que sem querer, tocam.

Nada mais lindo que a experiência de conhecer pessoas, seus sonhos, seus medos. Que se abrir com alguém e alguém se abrir com você. 

Tudo isso pode acontecer quando você tromba alguém na rua. Quando ajuda alguém que nem conhece. Quando compartilha momentos. E até quando faz entrevistas, como as que o jornalismo me proporciona.

….

Entrando nesse assunto, é incrível como sempre que entrevisto alguém me sinto mais completa. É como se a cada pergunta e a cada resposta eu me sentisse mais completa. É como uma troca de energias sempre boa e que me faz mais cheia de sonhos, e de esperanças, sejam da forma que for.

Me sinto não só mais profissional, mas também mais humana. Mais coração. 

É como se eu fosse mais a cada pessoa que compartilha sua história comigo. 

É bom sentir a sinergia das pessoas. Eu sinto gratidão. Sinto orgulho. Sinto paz. 

E sinto um dever imenso de compartilhar tudo aquilo que eu ouvi e aprendi. 

Na hora de ir embora, eu sempre sinto tanta alegria que tenho vontade de gritar aos sete ventos como a vida é bela e como os seres humanos tem a capacidade de serem sempre mais.

E isso eu tenho vontade, de sempre ser mais.. e mais.. e mais.

..

Que a vida continue me proporcionando momentos ao lado de pessoas com almas tão belas. E que eu aprenda sempre uma nova lição com cada um delas. Que eu ganhe mais bagagem e mais felicidade.

E que elas, aaaah… que elas sejam sempre felizessss, muuito felizes.

Eu só tenho a agradecer. Desde agora, e pra sempre! 

 

Quanto as minhas palavras, não precisam fazer sentido, precisam fazer sentir. 

♥ 

 

 

 

Lembrete pra vida: naquele dia em que chorei!

Lembrete pra vida: Ninguém nunca vai amar ao próximo mais do que a si mesmo. E consequentemente, sempre que tiver que escolher entre beneficiar ao outro ou a si, escolherá pelo segundo.

Creio que somente seres muito iluminados são capazes de priorizar os benefícios ao próximo. E esses seres com certeza já atingiram um patamar tão alto de evolução que ou já partiram, ou partirão em breve. É uma pena que seja assim, mas nos meus 21 anos foram poucas as pessoas que eu conheci de coração tão nobre. É por isso que torço, sempre que conheço um ser assim, para que ele esteja perto de mim por muito e muito tempo…

O dia em que chorei, um especificamente, entre tantos outros, foi aquele em que fui pega de surpresa. Sabe quando você espera ansiosamente por um dado acontecimento e de repente, ele acontece.. sem você.

Sabe aquela oportunidade que sempre esteve na sua lista de desejos? Você acha que ela está próxima e bem mais fácil de ser realizada. Mas não. Você ainda terá que batalhar muito para chegar lá.

Mas quer saber? Eu deveria já ter lembrado que os seres humanos vivem a fim de passar os outros para trás, e que não seria comigo, ou por mim, que poderiam mudar. Na verdade a gente espera muito dos outros. Ou pelo menos, esperamos muito daqueles que pouco tem a oferecer.

Nada dói tanto do que esperar dos outros coisas que eles não tem a capacidade de fazer por você. Ou que tem a capacidade, mas optam por não o fazerem.

É minha amiga, aquele clichê que diz: “Se a vida te derrubar sete vezes, levante-se oito”, nada mais é do que a pura verdade. São clichês como esses que te farão ficar firme e forte quando levar aquela “paulada na cara”.

Não esperar nada. Fazer muito. Lutar pelo que desejamos SOZINHOS. E eu disse, SOZINHOS. Porque na luta da vida, as pessoas só te veem como concorrência e é difícil (na verdade, RARO), ver alguém disposto a correr com você, do seu lado.

O lado bom de tudo isso, é que as conquistas mais suadas e as batalhas mais difíceis, trazem as melhores vitórias. Aquelas gratificantes, que te darão a sensação de que você não lutou em vão. E de que tudo o que passamos na jornada, valeu a pena.

Se eu tivesse apenas um pedido para fazer, talvez pedisse para que as pessoas se amassem ou pouco mais. Quem sabe assim, seriam capazes de aprender a compartilharem suas vidas, experiências e aprendizados, em plena harmonia.

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Aquele momento em que…

…De repente te dá uma tristeza profunda ao ver que algo não deu tão certo como você planejou. E aí você percebe o quanto a vida pode ser doce, e o quanto ela pode ser amarga em alguns momentos. Você percebe que muitas pessoas passarão pela sua vida, mas que nem todas serão puras e verdadeiras como você imagina. Você percebe que as mentiras saem mais facilmente da boca dos outros, do que você acredita.
Você percebe que embora tenha muitos sonhos, o caminho mostra-se beeeeem mais longo até lá, do que queria que fosse. Você entende que embora a vida te derrube oito ou 1.000 vezes, você precisará de coragem para levantar em cada uma das quedas. E aprende que essa coragem é essencial para recomeçar.
Aprende a agradecer por tudo o que já conquistou na vida, e a pedir não só por si mesmo, mas pelos outros seres que também precisam de auxílio. De repente, percebe que chorar faz parte, e até alivia o coração.
Aprende que um sorriso basta, e que um olhar pode mudar tudo. Aprende a rir dos seus erros, mesmo depois de se descabelar com eles. Aprende que o medo aparece as vezes, mas que, se acreditar, você é capaz de derrotá-lo. Aos poucos, você percebe que muitos amigos se vão… mas que os que são verdadeiros, darão sempre um jeito de voltar pra perto de ti, nem que seja uma vez ou outra. E pode crer, será nessas “vezes ou outras” que você mais estará precisando deles.
Com o tempo a gente percebe também que nem sempre temos escolha, mas podemos escolher como lidar com o que nos foi imposto.
Percebe a falta de um abraço. Algumas vezes até poderá engasgar com umas palavras que não conseguiu dizer. Entende que momentos de muita emoção podem te levar a uma espontaneidade absurda, e que isso pode ser positivo, ou não. Pode ser racional, ou não.
Um dia você percebe que embora seus problemas não pareçam solucionáveis, muitos outros estarão passando por coisas ainda piores. Você aprende a calar. Você aprende a tentar mais uma vez.
Você aprende que um ser humano pode fazer muito mal ao outro, e que é preciso cuidado para evitar tristezas. Percebe então que a maldade nunca trará nada de bom, e que quem a causa, certamente sofrerá com isso de alguma forma. Aprende a escolher as pessoas que deseja ter ao lado, e corre com elas pra onde for. Aprende a discernir melhor o que fazer naquela hora, e o que neem pensar em fazer.
Entende, que a vida pode ser sempre mais do que esperamos dela. Aprende mais sobre si mesmo. Se conhece. Aprende a olhar no espelho e reconhecer seu lado interior como sendo sua parte mais pura, mais verdadeira, mais especial.
Aprende também a ter fé, porque embora alguns digam não acreditar, em um momento ou outro irá precisar dela. E assim, aprenderá a não desistir da vida, nem das coisas, nem das pessoas.
Como essas e outras, os seres são feitos de momentos, uns bons, outros nem tanto. Mas todos com aprendizados incríveis. É assim que o homem vai aprendendo a ser mais, a evoluir.
É assim que a evolução nos força a aprender, e é assim que o homem se aproxima, ou pelo menos tenta, da condição mais pura do seu ser. E se aproxima também do amor incondicional.

Momentos em que… a vida nos transforma! 

Falo das lembranças, e do recomeço, de novo.

 

Quem acompanha o blog sabe que já postei aqui sobre a necessidade de recomeçarmos. Aliás eu devo ter escrito várias veze sobre isso. Mas porque talvez essa seja uma necessidade essencial para as nossas vidas. 

E quer saber? Entre milhões de pensamentos que me rodeiam nesses últimos dias, uma coisa conclui hoje: Não precisamos, e não devemos esperar o momento em que perdemos tudo, em que a esperança se abalou, ou algumas pessoas foram embora, ou algo importante se perdeu, para percebermos que é hora de recomeçar. Pelo contrário, devemos ter consciência de que todo dia é dia de recomeçar. Toda manhã ao abrimos os olhos, é a hora exata de ter em mente que temos mais uma chance para fazer coisas diferentes, ou fazer tudo de novo, de forma diferente. É essa a hora de agradecermos e sair à luta dos nossos sonhos e sorrisos. 

Fazendo isso temos a chance de viver todos os dias, uma vida diferente, nova, espetacular.

E conclui também que deveríamos pensar como se cada dia, isoladamente, fosse uma vida nossa, e que portanto deveríamos usar as 24 horas de VIDA, para fazer tudo aquilo que nos faz feliz. Deveríamos então, SER FELIZ. Aí então, se ao final de um dia, nosso tempo de vida, se fosse, teríamos vivido tudo o que queríamos, e feito tudo o que pudíamos. Mas, se ao contrário, dormíssemos e acordássemos ainda com vida, BINGO! Mais um dia de vida, para vivermos, mais chances, e mais horas, pra sermos mais e mais felizes!

Isso tudo veio esses dias após refletir sobre uma situação inusitada, inesperada, mas que graças a Deus, não me causou danos maiores. Fui roubada pela primeira vez. Não levaram muitos bens, apenas o celular, maaas nele, aaaaaaaah, nele havia muita vida minha. Foootoss de momentos inesquecíveis; mensagens que troquei com as pessoas que tanto amo; o contato de amigoss que mesmo distantes hoje, continuavam em minha agenda, para quando desse vontade, eu mandar um: “Estou com saudades”. Taaaaantaaaaaaaaaas e taaantas memórias e registros de coisas que para mim eram infinitamente importantes. Pessoas, momentos, lembranças. Tudo aquilo que eu vivi nos últimos tempos e que de repente, se foram. 

E fora o bem material, porque bens materiais vem e vão a todo instante, eu senti que perdi parte de minha vida, parte do registro de coisas pelas quais passei que me fizeram ser quem sou hoje. Não, eu não havia salvo em nenhum outro lugar. Imbecilidade em confiar na tecnologia e também em não usufruí-la como eu deveria. Errei, e perdi.

Também pensei nas possibilidades que haviam no momento em que tudo aconteceu. Me odiei por ter entregue, por ter resistido por pouco tempo, e por não ter reagido como deveria. Nem antes, nem durante, nem depois. Destino, acaso? Bobiei ou era pra ser? Não importa, já foi. 

Foi aí então que pensei: Agora é hora de recomeçar. Deixar na memória o que lembro de tudo o que lá estava, e o que passei, e correr atrás de novas fotos, novos momentos, novas conversas e tudo novo. Era hora de recomeçar, de uma forma ou de outra.

Então pensei, que assim como eu, muitos precisam que algo realmente os abale, e mude completamente suas vidas, para que tenham coragem e incentivo para recomeçar. Mas, não seria melhor fazer o que falo um pouco mais acima, neste post, e simplesmente recomeçar sempre? 

Hoje agradeço por ter recomeçado mais uma etapa, e amanhã, espero recomeçar também.. assim como em todos os outros dias que eu viver. 

Que possamos fazer valer, cada segundo. 

 

 

Tudo novo, de novo!

Olá pessoal, maaaais um ano chegou, e com ele a vida se RENOVA. É disso que o primeiro post do ano vai falar! E antes de mais nada, FELIZ ANO NOVO A TODOS E QUE ELE SEJA CHEIO DE REALIZAÇÕES!

O próprio nome já diz: ano NOVO. É quando o relógio é zerado e os dias e as horas começam a ser contadas novamente, e de forma diferente. Sábio aquele que conseguiu dividir a vida humana em etapas. Sábio aquele que conseguiu quebrar o tempo dessa forma. 365 dias! Por quê essa quantidade de tempo? Já pararam pra pensar que talvez não seja apenas porque é o tempo que a Terra leva pra dar uma volta no Sol, mas que talvez seja porque algo maior determinou assim, sabendo que é a quantidade que o homem precisaria para mudar sua vida e começar tudo de novo, buscar novamente seus sonhos que se desgastaram ao longo desse período? Ou talvez porque esse seja o limite do homem, antes de pirar ou desistir? Podem me achar louca, mas também parecia loucura pensar que o nosso planeta era redondo… assim como milhares de coisas já pareceram. E quer saber? Se ninguém pensasse no improvável, o homem não teria chego onde chegou, até hoje!

Sei que, quaisquer que seja o motivo para isso, é perfeito. Final de ano é sempre o momento em que todos estamos esgotados, que achamos que não vamos mais aguentar a rotina, a correria, e que estamos tristes por não ter concluído tudo o que queríamos, ou felizes por achar que conseguimos tudo o que dava pra conseguir. Mas aí vem o ANO NOVO, e de repente, as energias se renovam, a gente percebe que se não realizamos nosso sonhos, ainda há tempo para isso no ano que irá chegar, e aqueles que achavam que já tinham realizado tudo o que podiam, percebem que ainda há mais tempo, e mais oportunidades, portanto, há mais para conquistar.

É quando os corações voltam a acreditar. É quando a maldade dá um trégua, por menor que seja. É quando o ser, ganha mais importância que o ter, e quando tudo parece dar certo.

É tempo de reflexão, de alegrias, e além disso, é tempo de agradecimento. Agradecer pela oportunidade a mais que foi dada a cada um de nós, de fazer diferente, de ser diferente. De ser e fazer mais, por si e pelos outros.

É tempo de ser livre! E renovar não só a vida, mas renovar também a alma!

Pule sempre as sete ondinhas, coma frutas e sementes tradicionais dessa data, abrace e beije quem você ama, faça o que for, mas faça de coração, e mais do que isso, SEJA CORAÇÃO.

Transcenda e busque tudo aquilo que seus instintos mais profundos clamam.

É tempo de ser SER FELIZ!

2014.. mais 365 dias de oportunidades, faça diferente!

Com carinho, Gabi.

O último segundo.

A cada segundo algo termina e começa. Instantes, todos eles cheios de construções e mudanças.

Se fosse seu último segundo agora, o que faria? Teria tempo para pensar a respeito? Mesmo que tivesse, talvez nem pensasse. Se o mundo fosse acabar, quem você procuraria para estar ao seu lado?

Quando um susto te traz a sensação de que, em incontroláveis segundos, tudo poderia acabar, ou mudar sua vida para sempre, você abre os olhos e até sua respiração mudou.

Se soubéssemos que aquele seria o último beijo, e a última noite, talvez não fosse embora da mesma forma, nem dissesse um tchau tão despreocupado. Se tivéssemos a certeza de nunca mais amar de novo, não desperdiçaríamos nem um suspiro sem senti-lo profundamente. Talvez fizesse e fosse mais amor, do que aguentaria ser.

Se pudéssemos sentir todas as conexões que a sintonia dos corpos permite, iríamos querer congelar todos os momentos mais felizes. E deixaríamos a alma transcender em emoções a cada toque, a cada conexão.

Nesse segundo que passou, algo acaba de ter fim, mesmo que seja um piscar de olhos, ele já começou, e já terminou. Isso e muito mais já aconteceu. Você nem percebeu.

Se percebêssemos a presença da incerteza da presença do outro no segundo seguinte ao que nos encontramos, talvez não guardássemos uma só palavra.

Se conseguirmos perceber um dia a brevidade da vida, pode ser que deixemos de lado todos os valores que ordenam e ditam o comportamento humano.

Liberdade. Que a cada instante, dos términos, possamos criar novos começos e ligá-los tão intensamente que formemos uma corrente de conexões historicamente planejadas, ou desconexamente, conectadas.

Que nenhum abraço se perca. Nenhum beijo deixe de ser dado. Que nenhuma palavra seja guardada.

Que quando tudo parecer perdido, a gente se encontre. Que quando as escolhas parecerem erradas, nos surjam novas oportunidades.

Que quando se arrepender, fale. Que quando perdoar, confesse. Que quando lembrar, procure. Que quando sentir que é preciso, se entregue. Se entregue…

 

 

Break the crates!

E nos momentos em que o tempo congela, uma força de dentro de mim vem aflorando e gritando pela necessidade de quebrar aquelas grades. Explosão.

Quero sair de dentro de tudo o que me cerca e me detém. Sem regras, sem limites, sem definições. Quero ser indefinível, inexplicável. Quero ser mais do que a mente humana pode conceber e quero liberar todos os sentimentos que se fazem presentes em minha alma. 

“Fuja, corra e quebre as grades. Vá para a janela e voe como os pássaros que vê no céu. Seja livre. 
Sem julgamentos, sem comportamentos padronizados e sem as definições que lhe atribuem. 
Seja luz, transcenda, ilumine, espalhe, esparrame, transborde.” Ouço de mim mesma.

Uma vontade de rasgar as roupas que me vestem, correr das grades e do concreto que nos cercam e nos organizam, nos restringem.  Quero ser mais, quero ir além. 

Sou tanto que não caibo nessas roupas, nesse corpo, nessas casas, nessa humanização. Quero me libertar dessa condição de existência, porque sinto agora como se eu não tivesse completa aqui, pois sou mais do que caberia em todo o universo.

 

Porque a vida não me basta.

 

Maybe yes, maybe not.

Talvez devêssemos dizer tudo o que sentimos, talvez não, pois isso poderia afastar pessoas.

Talvez devêssemos chorar quando desse vontade, talvez só engolir o choro mais uma vez.

Talvez devêssemos implorar por aquilo que temos medo de perder, talvez aquilo que realmente é nosso, não precise de nada disso.

Talvez o último beijo deixe mais saudade que o primeiro, talvez nem se iguale a ele.

Talvez um abraço afague as mágoas passadas e nos faça retomar relações. Talvez isso não seja suficiente.

Talvez olhar para trás em algum momento seja bom. Como aquele momento após a despedida.

Talvez independência nos faça crescer, mas talvez ela possa doer, mesmo assim.

Talvez oportunidades passem despercebidas. Talvez as melhores sejam aquelas que você viveu.

Talvez  precisemos agradecer com palavras, mas talvez isso não seja possível.

Talvez achemos que temos todo o tempo do mundo. Talvez não tenhamos mais tempo.

Talvez a vida nos faça perceber que a matéria não é um terço de tudo o que consiste nossa existência. Talvez percamos uma vida toda pensando que isso o que vemos é tudo o que somos.

Talvez achemos que demos tudo de nós, quando o nosso tudo, na verdade, era infinito.

Talvez nossos medos nos impeça de fazer o que mais queríamos, talvez ele seja uma boa forma de despertar a força incomensurável que temos, e nem sabíamos que existia, mas ela estava lá. 

Talvez. E essa palavra pode nem existir. As coisas podem ser ou não ser. Sem meios termos. Sem dúvidas.

Talvez os conflitos psíquicos e sentimentais que nos invadem sejam apenas criações inexistentes de algo que não sabemos definir.

Talvez estejamos confusos agora. Talvez nós só não tenhamos percebido ainda a certeza que nossas almas estão tentando expressar.

Talvez só precisemos de vozes doces nos dando segurança. 

Talvez um novo dia venha. Talvez não existam outros, e podemos ter perdido a chance de ver nosso último pôr do sol. Ou perdido a chance do último “eu te amo”; e do último perdão.

Talvez nossas crenças mudem. Talvez sejam as mesmas em toda a existência.

Talvez canse toda essa dúvida. Talvez ela só desperte nossos sentimentos.

Talvez eu esteja cansativa e repetitiva; mas talvez eu esteja abrindo os olhos e a alma de alguém.

Ou a minha.

 

Maybe yes, maybe not.